Deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) Reprodução/Instagram A Justiça de Pernambuco decretou a prisão preventiva do influenciador digital Emerson Freitas, eleito deputado estadual nas eleições deste ano pelo MDB. Ele é suspeito de envolvimento em um caso de extorsão. A decisão foi tomada pela 15ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e consta em um mandado de prisão expedido nesta quinta-feira (29). O documento identifica Emerson Jhuan Pereira

Deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) Reprodução/Instagram A Justiça de Pernambuco decretou a prisão preventiva do influenciador digital Emerson Freitas, eleito deputado estadual nas eleições deste ano pelo MDB. Ele é suspeito de envolvimento em um caso de extorsão. A decisão foi tomada pela 15ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e consta em um mandado de prisão expedido nesta quinta-feira (29). O documento identifica Emerson Jhuan Pereira do Nascimento. Na internet, ele é conhecido como Emerson Freitas, e costuma fazer reportagens sobre crimes e segurança pública. Nas eleições deste ano, ele obteve 49.254 votos e foi o segundo deputado mais votado do MDB, que elegeu dois parlamentares. Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A ordem judicial indica o artigo 158 do Código Penal, que trata do crime de extorsão, e foi assinada pelo magistrado Abérides Nicéas de Albuquerque Filho. Agora no g1 A decretação da prisão consta na decisão em que a Justiça aceita uma denúncia do Ministério Público contra Emerson Freitas e contra Rizelly da Silva Santos. No trecho reproduzido no mandado, porém, a prisão preventiva é decretada expressamente contra Emerson. A decisão prevê que a necessidade de manutenção da prisão cautelar seja reavaliada em 90 dias, conforme determina a legislação. A decisão não detalha a participação dos dois envolvidos no esquema de extorsão. Não me curvarei à intimidação, à censura ou a qualquer tentativa de perseguição. Meu compromisso não é com os poderosos, mas com o povo pernambucano. Nenhuma pressão me fará desistir de lutar por um Pernambuco onde quem tenha medo sejam os criminosos, e não os cidadãos de bem, disse Emerson Freitas em nota divulgada pela defesa (veja mais abaixo). O diretório estadual do MDB afirmou que tomou conhecimento do mandado de prisão por meio da imprensa e que "acompanhará o caso e aguardará os esclarecimentos das autoridades competentes, reafirmando seu respeito ao devido processo legal, ao amplo direito de defesa e à presunção de inocência". O g1 tentou, mas não conseguiu contato com a defesa de Rizelly da Silva Santos, também citada na denúncia. Também procurou a Polícia Civil e o Ministério Público de Pernambuco para obter outras informações sobre o caso, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O que diz a defesa do deputado Procurada pelo g1 na quinta-feira (29), a defesa de Emerson Freitas afirmou que não iria se pronunciar sobre o mandado de prisão. No entanto, na manhã da sexta-feira (30), divulgou uma nota, assinada pelo advogado criminalista Weryd Simões. "Os fatos noticiados dizem respeito a narrativas infundadas, expressamente contestadas pela defesa, e não guardam relação com o exercício de sua atividade político-partidária. A investigação apresenta graves irregularidades e evidentes nulidades, além de questionamentos quanto à existência de elementos probatórios idôneos", afirmou a defesa do deputado estadual. Ainda na nota, também declarou que: "em 15 de outubro, Emerson Freitas compareceu espontaneamente ao GOE [Grupo de Operações Especiais], mesmo sem intimação, foi ouvido e manifestou disposição de colaborar com a autoridade policial, ocasião em que solicitou acesso integral ao inquérito"; "em 20 de outubro, sua defesa também requereu acesso ao procedimento perante a 36ª Promotoria de Justiça e habilitação nos autos judiciais, submetidos a segredo de justiça"; "é inadmissível que, enquanto a defesa busca acesso aos elementos da investigação, informações sejam seletivamente divulgadas à imprensa"; "o aparente vazamento de informações de um procedimento sigiloso exige apuração e responsabilização"; "a exposição pública não pode substituir o devido processo legal"; "há anos, Emerson Freitas denuncia arbitrariedades, abusos e excessos em Pernambuco, e 25 dias após as eleições, sua reputação é exposta em circunstâncias que exigem esclarecimentos"; "a defesa não reivindica privilégios, exige respeito à Constituição, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência"; "o processo penal não pode servir à perseguição, à intimidação ou ao silenciamento político". Voltar ao início desta reportagem. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
Fonte: g1.globo.com